domingo, 11 de setembro de 2016

Incidente Wyoming - Capítulo 01

Primeiramente, para quem não sabe o que "Wyoming" significa, o nosso querido amigo, Wikipedia, pode lhe ajudar: https://pt.wikipedia.org/wiki/Wyoming

O Incidente de Wyoming (as vezes referido também como "A Interferência de Wyoming") foi um caso de espoliação/hacking de televisão. Um hacker afortunado conseguiu interromper transmissões de um programa local (acredita-se que o mesmo programa servia a muitas comunidades pequenas no condado de Niobrara) e rodou o seu próprio vídeo. O vídeo por sinal é obscuro e misterioso, repleto de significados ocultos/ou estranhos (porém, como todos nos ja sabemos, isso é relativo de pessoa para pessoa, alguns podem achar essa coisa toda uma bobagem, outros podem achar realmente misterioso), durante o percurso do vídeo, o visualizador ira se deparar com cenas em que estranhas cabeças aparecem, demonstrando diferentes tipos de emoções. A posição da câmera é alterada de vez em quando (usualmente de cada dez a quinze segundos) e o vídeo é interrompido por um anuncio de "APRESENTAÇAO ESPECIAL".

O vídeo é bem conhecido pelo local, e provavelmente não seria tão popular se não fosse pelos efeitos disparados em alguns dos residentes que assistiram o incidente por um longo período. Diversas reclamações incluíam vômitos, alucinações, dores de cabeça, etc. Enquanto alguns acreditavam que o ocorrido tenha sido paranormal, especialistas determinaram que a causa das aflições eram devidas as frequências usadas durante a transmissão. No vídeo, a frequência que se apresenta se encontra entre 17 e 19 hz. Esta faixa de frequência, quando reproduzida por um longo período de tempo irá causar vibrações sutis, as vezes induzindo a alucinações visuais.

O Incidente de Wyoming foi um dos casos de hacking mais recentes da historia. Tais ações eram raras até mesmo durante os anos 1980 (pesquise, por exemplo, "Chicago Max Headroom Incident"), e são mais raras ainda hoje em dia. O hacker ainda não foi encontrado, e todas as tentativas para encontrar tal pessoa foram fúteis.

Tal caso é misterioso, e duvidoso, ou seja, o blog não se responsabilizará por quaisquer danos que o usuário sofrer ao decorrer do vídeo, pode ser verdade, pode ser falsa, a verdade é que ninguém sabe quem foi o criador original do vídeo, nem onde o sujeito repousa.

UM ANUNCIO: Uma nova série no nosso blog está para começar! O seu nome será "Coletânea Wyoming", onde iremos postar videos bizarros e estranhos que tem algum tipo de ligação misteriosa com o incidente de Wyoming, iremos começar a série com o vídeo original do Incidente de Wyoming, veja a seguir:


keep creepying!
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Tokyo - O Diário (repost)

Estarei repostando essa Creepypasta porque eu à postei em 2014, e como teve pouco alcance, estarei postando, porque achei-a interessante.
Espero que curtam.
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Nossa. Meu primeiro diário. Bom, não sei bem o que escrever... Minha mãe me deu isso porque ela diz que ficaremos dentro de casa por mais tempo do que o normal. Tem alguma coisa a ver com as usinas do Japão. Não sei, não tenho acompanhado nada disso... Os trabalhos de escola me mantém ocupado. Matemática, aff... Esse diário é bem legal. Minha mãe marcou todas as páginas com datas, não tenho que ficar escrevendo-as em cada página. Da hora!

Mas acho que tenho que dar um nome pra você, diário... Vou te chamar de Tokyo, porque eu te ganhei por causa de toda essa coisa do Japão!

Mamãe chegou chorando. Parece que a usina explodiu e um monte de gente morreu. Isso me entristece...

20 de Março, 2011:

Olá, Tokyo! Papai comprou MUITA COMIDA. Quer dizer, cara, parece que eles estão estocando. Não sei por que... Estamos em Washington. Japão tá lá longe, no meio do mar.

De toda forma, ouvi falar pela TV da sala que estão pedindo para as pessoas saírem da cidade. Sei lá por que! Tá tudo acontecendo tão longe... Falaram que tem a ver com doenças no Japão e o vento. Sei lá... Tô com sono...

21 de Março, 2011:

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22 de Março, 2011:

Ahh, esqueci de escrever em você ontem, Tokyo, desculpa. A escola e os trabalhos de casa me fizeram esquecer, mas hoje eu trago boas notícias: A escola foi cancelada! UHUU!! Tô tão feliz... Vou ficar acordada a noite inteira! Se eu não escrever em você, desculpe... Meus pais querem jogar tabuleiro. Parece que eles também não vão trabalhar...

23 de Março, 2011

Tokyo, minha mãe me disse um negócio hoje... Parece que as partículas da explosão conseguiram viajar até aqui pelo ar! Nossa... Significa que vamos ter que ficar presos aqui dentro e isso me deixa TRISTE! Tá um sol tão bonito!!

Acho que vou voltar a dormir... Não vale a pena o dia de hoje se não vou poder sair nunca de dentro de casa!

24 de Março, 2011

Mais dias chatos, com jogos chatos de tabuleiro... Não é legal, Tokyo? So que não... Por algum motivo, nem a TV funciona mais. Acho que estão em casa também.

Não há muito o que falar... Acho que vi gente do lado de fora hoje. Isso me deixa maluca! Quero sair!!

25 de Março, 2011

Tokyo, sou muito malvada, kkk.

Não era pra eu sair de casa, mas eu dei uma escapadinha. Vi gente andando lá fora! Pensei: Porque eu não podia sair também? Mas eles pareciam estranhos... Engraçados na verdade...

Mas meus pais querem que eu fique estudando enquanto a escola não tá funcionando.

26 de Março, 2011

Tokyo, não tô legal... Minha mãe disse que é minha alergia à poeira que tá atacando. Eu disse pra ela que eu passei um tempo lá fora porque ficar aqui dentro é que tava me deixando doente. Ela parecia muito triste...

Tokyo... Gosto tanto de ficar la fora, mas estão me forçando a ficar aqui dentro... Porque isso? Ah, não to legal, acho que tô com febre...

27 de Março, 2011

Tokyo, tô doente... Tive alergia, mas minha cabeça dói muito mais do que deveria. Me sinto mal, com fome. Vomitei o pão que eu comi. Tô ruim... Vou deitar.

28 de Março, 2011

Cabeça doendo... Tô ruim... Queimando... Fome... Comida não é bom... Dói... Achei carne... Carne é bom...

29 de Março, 2011

QUEIMANDO TO RUIM PELE DOÍ ADEUS MÃE MUITO GOSTOSO MAIS CARNE

30 de Março, 2011

CARNE GOSTOSA PAPAI SAIR ACHAR MAIS PELE QUEIMA DOÍ RUIM

31 de Março, 2011

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Extraído de: Wiki Creepypasta Brasil.
É isso! Nos curta no Facebook!

sábado, 10 de setembro de 2016

Procuramos parcerias e postadores.

Olá!
Como vocês sabem, o blog está de volta!
E precisamos de colaboração, como parcerias e postadores.

Se você se interessa em parceria ou em postar no blog, mande um e-mail para:
paulinhodantas4@gmail.com /

Para postador, é necessário saber um pouco de Inglês, ter mais de 15 anos e ser um pouco criativo.
É isso, até mais.

Paulo Guimarães,
creepypastapuro.blogspot.com

Rhonda. (+ aviso!)

Olá! O blog está de volta, como prometi.. Porém, demorei um pouco por causa da minha vida pessoal que andava um tanto quanto complicada, espero que entendam.
O blog irá voltar com a formação original, Paulo Guimarães (eu) e Rodrigo Soro (co-fundador).
Curtam!

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Rhonda.

Se você já visitou algum site com conteúdo pornográfico, deve conhecer aquelas propagandas no estilo "solteiras gostosas perto de você". Naturalmente, sabe também o quão falsas são essas propagandas - as mulheres que aparecem nas fotos não estão perto de você, só são fotos tirados de sites de prostituição estrangeiros. provavelmente você sabe disso tão bem que não perde seu tempo clicando nessas publicidades.


Entretanto, se você clicar, uma janela de chat se abre e você pode escolher com qual garota quer conversar. No começo, o chat é de graça, mas depois de um tempo você tem que se cadastrar para continuar usando. Então tem que pagar por cada minuto em que estiver falando com uma das garotas que escolher.

Eu sei disso porque sou uma dessas garotas.

Seis anos atrás eu era um estudante sempre sem dinheiro. Meu amigo Josh disse que tinha descoberto um jeito super fácil de conseguir dinheiro. "Não é como se você fosse uma prostituta, ou algo do tipo. É completamente anônimo, eles não sabem com quem estão falando. Na verdade, metade de nós somos homens! Você só tem que fingir que é uma garota. Até que é bem divertido. E as empresas pagam bem, você pode trabalhar direto da sua casa e escolher quantas horas por semana quer trabalhar. Tudo que tem que fazer é conversar sacanagens com caras que nunca vai conhecer na vida real."

No começo eu não estava gostando muito da ideia. Sentia que estava trapaceando. Mas então me perguntei se alguém realmente achava que "solteiras gostosas perto de você" era real. Claro que não. Era tudo uma fantasia. Como se estivesse escrevendo um conto erótico em tempo real. E ser pago pra isso. Então deixei Josh me inscrever.

O sistema era simples. A primeira conversa, a de graça, era automática. Depois que o usuário se inscrevia e começava a pagar, conversava com uma pessoa real (nós, no caso). Nosso trabalho era fazer com que eles ficassem online o maior tempo possível.

No começo era bem divertido. Eu me tornava bem criativo enquanto interpretando "Sally" (uma universitária tímida que estava desesperada por dinheiro), "Kaylee" (uma garota nerd com óculos, muito safada e flexível), e "Rhonda" (uma garota negra gordinha, apaixonada e maternal).

Era hilário e logo parei de sentir vergonha por estar fazendo aquilo. Claramente, meus clientes estavam gostando, e como eu ficava anônimo, não sofria risco nenhum de ferrar com minha carreira futura - com toda certeza não colocaria esse emprego nos meus currículos seguintes. O dinheiro era bem interessante, assim como Josh já tinha me avisado, e como eu podia escolher os horários em que trabalhava, achei ser uma escolha perfeita para alguém como eu, que estudava bastante também.

Mas obviamente existiam pontos ruins. Como você pode imaginar, alguns caras não pegavam leve. Eu não era virgem, mas tive que explorar coisas que eu nem sabia que existia. Haviam alguns que eram extremamente violentos, aqueles que queriam machucar sua parceira (ou ser machucado). Daí existiam caras que queriam que eu interpretasse uma menina de 13 anos. E outros que ainda gostavam de coisas bem mais doentias.

Não acho que seja legal eu reescrever essas coisas aqui, mas quero que você saiba que nem sempre foi um mar de rosas. Algumas conversas eram bastante desconfortáveis e algumas vezes eu não sabia se devia deslogar, dispensar o cliente ou continuar. Mas insistia em falar para mim mesmo que era apenas um tipo de jogo, um jeito inofensivo desses caras realizarem suas fantasias. Era só conversa, eles não estavam machucando ninguém de verdade. As vezes fazia esse tipo de "programa", e o quanto mais eu fazia, mais fácil ficava. Me impressionei comigo mesmo quando me encontrei conversando casualmente sobre sexo com facas e sobre chutar as bolas de outro cara para gerar prazer.

Depois de um ano nesse emprego era muito raro ficar surpreso com alguma coisa. Haviam três tipos principais de clientes: a maioria queria conversar sobre putaria "normal", os solitários que estavam mais precisando de um amigo ou terapeuta (conversavam sobre coisas do cotidiano) e os que eram muito pervertidos. Logo aprendi a lidar com todos eles.

Entretanto, um cara realmente estranho apareceu. Ele não parecia se encaixar em nenhuma das categorias acima. Ele não queria conversar sobre sexo, mas também não se encaixava nos caras solitários. É muito difícil descrevê-lo, então vou tentar reescrever um pouco do que lembro da nossa primeira conversa. Ele se chamava "O pescador". Ele sempre queria conversar com "Rhonda":

Eu: Oi querido. É a Rhonda aqui, como você está?
Ele: Fale comigo.
Eu: Okay... O que você tem em mente? Emoticon wink
Ele: Apenas converse comigo. Não aguento mais essa casa. Não aguento mais essas vozes. Apenas fale qualquer coisa.
Eu: Bem... Você está afim de que? Está bem quente aqui Emoticon wink Quer saber o que eu estou vestindo?
Ele: Não! Não. Só... Fique aqui. Por favor.
Eu: Okay, querido. O que aconteceu? Você está bem?
Ele: Não, eu não estou bem. São essas pessoas. Eles fazem tanto barulho! Não aguento mais.
Eu: Então... você tem colegas de quarto barulhentos?
Ele: Sim! Só quero silêncio. Só quero a porra do meu silêncio.
(Nesse ponto eu estava bastante confuso, mas continuei).
Eu: Talvez você devesse conversar com eles? Falar que você precisa de um pouco de privacidade.
Ele: Não consigo me livrar deles. Sempre tem alguém.

E continuou assim. Logo desenvolvi a ideia de que provavelmente ele não estava completamente são. Pessoas loucas de verdade eram raras nas conversas, mas não inexistentes. Eu não me qualifico como terapeuta, mas dava o meu melhor para fazê-los se sentirem bem.

O Pescador voltava sempre. Eu o reconhecia pelo jeito que escrevia. Usava o chat por horas (nessa época eu comecei a me sentir mal, essa pessoa estava claramente doente e eu estava usando-o em um site pornô para conseguir dinheiro), sempre falando sobre querer silêncio e as pessoas barulhentas em sua casa. Comecei a pensar que não existia ninguém na casa dele - provavelmente era coisa da cabeça dele.

O Pescador virou um cliente tão assíduo que raramente tinha tempo para outros. Ele agendava com Rhonda por horas a fio. Parecia também que não conversava com nenhum outro funcionário além de mim - mesmo quando eles estavam interpretando Rhonda. De algum jeito ele me reconhecia e deslogava quando percebia que era outro funcionário dizendo "Você não é a Rhonda!". Josh começou a fazer piadas dizendo que O Pescador estava perdidamente apaixonado por mim, mas eu não via graça nenhuma naquela situação. Meu trabalho não era mais divertido, tinha me tornado um terapeuta pessoal para uma pessoa aleatória. Perguntei para meu patrão se poderia parar de interpretar Rhonda, mas O Pescador estava dando muito dinheiro para o site e insistiu que eu continuasse.

Então continuei. E para meu pavor, descobri que estava desenvolvimento algum tipo de sentimento por ele. Não algo romântico, nada desse tipo. Mas me pegava pensado quem ele era. Acho que não é possível passar hora e horas conversando com alguém sem criar algum tipo de conexão. Mas ao mesmo tempo conversar com ele me deixava tenso, e ficava feliz por ser apenas "Rhonda" para ele.

Essa foi uma das últimas conversas que tive com ele:

Ele: Não sei como me livrar deles. Não tenho saída. Só quero que vão logo embora.
Eu: Ouça, querido, acho que essas pessoas que você tanto fala... Não acho que sejam reais.
Ele: Eles não são reais?
Eu: Não. Acho que você os inventou. E se eles estão só na sua cabeça, você pode só parar de pensar neles, daí vão desaparecer!
Ele: Posso fazê-los desaparecer?
Eu: Sim, você pode.
Ele: E isso é o que você quer que eu faça, Rhonda? Que eu faça eles desaparecerem?
Eu: Se isso te fazer feliz, sim, querido.
Ele: Você está certa. Posso me livrar deles. Posso fazê-los desaparecer. Eu posso. Obrigada, Rhonda. Eu te amo, Rhonda.
Eu: "Amar" é uma palavra muito forte, querido.
Ele: Vou fazê-los desaparecer agora mesmo.

Ele deslogou. Foi o tempo mais curto que tinha ficado conversando comigo. A conversa me deixou estranhamente preocupado. Sabe, aquela sensação que você sente que fez algo muito errado, mas não consegue definir o que? Me sentia exatamente assim.

Mais tarde naquele mesmo dia ele entrou novamente. Foi a última conversa que tive com ele. E também a última de todas - me demiti logo em seguida.

Ele: Rhonda... O que eu fiz? O que você fez? Por que você me falou para fazer isso?
Eu: Que? Do que você está falando?
(Eu estava tão apavorado que nem entrei no personagem)
Ele: Eu matei todos eles... como você disse que eu tinha que fazer... agora estão todos mortos.
Eu: Não entendi.
Ele: Eles não paravam de falar, depois não paravam de gritar. Continuei e continuei até que eles pararam. E agora só tem silêncio... finalmente meu silêncio.
Eu: Isso está me deixando desconfortável. O que você fez?
Ele: Eu os matei que nem você falou que eu devia fazer. E agora tem sangue pra tudo quanto é lado. Matei minha mulher e meus filhos. Porquê você mandou. É sua culpa.
Eu: Para com isso.
Ele: É sua culpa. Você fez isso. E você vai pagar. Você vai pagar, porra! Rhonda! Vou te encontrar e você vai pagar por isso!
Eu: Vou sair agora.
Ele: Não tente escapar. É sua culpa. Você me fez fazer isso. Esse era seu plano desde o começo. Você que me colocou contra eles. Você fez isso. Você fez isso. Você. Vou te encontrar e fazer você pagar por isso.

Me desconectei. Liguei para Josh e para meu chefe imediatamente e disse que estava me demitindo. Contei honestamente o que tinha acontecido e também que dentro de nenhuma circunstancia eles poderiam dar minha identidade real para ninguém. Fiquei em pânico e Josh teve que vir até minha casa para me acalmar, me assegurando que O Pescador não poderia me encontrar nem se fosse um super hacker, pois meu nome não estavam em nenhum lugar do site.

Meu chefe também me assegurou que a companhia era bem rigorosa com o anonimato de seus empregados. Volta e meia os clientes contatavam a empresa tentando descobrir os nomes reais das pessoas que tinham conversado, mas eles nunca falavam. Faziam isso tanto pela privacidade do empregado e para não quebrar a "ilusão" que o site criava. Meu chefe me explicou diversas vezes que era totalmente seguro e que sentia muito por eu ter que ter passado por aquilo. Ele não queria que eu me demitisse e perguntou se eu queria ficar e apenas não fazer mais o papel de Rhonda, mas eu não quis.

Eu não conseguia parar de pensar no O Pescador e se ele tinha realmente matado alguém, ou se talvez aquilo fosse apenas uma piada de mal gosto. Talvez esse tipo de coisa o excitava? Josh falou que provavelmente era isso mesmo. Fiquei acompanhando os jornais naquela semana, mas nenhum homicídio que foi noticiado se encaixava naquela situação. Considerei ir até a policia, mas eu não sabia nada sobre aquela pessoa. Poderia ser qualquer pessoa em qualquer lugar do mundo. Talvez nem estivesse no mesmo país que eu? Ele poderia ser Chinês pelo o que eu sabia.

Uma coisa era certa: Se O Pescador tinha matado alguém, fez de um jeito que não chegou a ser noticiado aonde eu morava. Tentei até procurar no Google coisas como "assassinato de família" naquele dia, mas não achei nada. Josh continuou a trabalhar no site e volta e meia eu perguntava se O Pescador tinha voltado, mas estava desaparecido. Fiquei feliz que aquilo tinha acabado, e com o tempo deixei isso para lá.

Fiquei sem pensar no O Pescador por anos. Até que ontem aconteceu uma coisa que fez isso tudo voltar a minha mente.

Depois de um longo dia de trabalho decidi ir no cinema, sozinho. Só queria um tempo para mim mesmo, sendo que tinha terminado um relacionamento a algumas semanas e tudo estava bastante confuso desde então. Escolhi um filme que já estava a algum tempo em cartaz, assim a sala não estaria cheia. Tive sorte - estava quase vazio quando entrei. Escolhi o melhor lugar (última fileira bem no meio), e comecei a tirar minha jaqueta quando um cara veio até mim.

"Esse lugar está vago?" Falou. Pelo sotaque, pude perceber que ele era estrangeiro. Estava bastante escuro na sala, então não tive como avaliar seu rosto para ver de onde ele parecia ser ou quantos anos tinha.

Fiz que sim com a cabeça e ele se sentou. Fiquei um pouco irritado, o cinema estava quase todo vazio e nesse momento estava afim de ficar sozinho. Tinha que se sentar bem do meu lado? Havia um monte de lugares. Então ele falou de novo.

"Você gosta de filme de terror?"

Sendo que não estava com vontade de fazer amizades naquele momento (e parecia que ele estava dando em cima de mim), educadamente falei que gostaria de ficar sozinho. Ele não respondeu, só pegou um pedaço de papel do seu bolso e começou a escrever ( o que achei ser um número de telefone). Então colocou o pedaço de papel no bolso da minha camisa (o que achei bastante invasivo) e saiu andando. Foi bem estranho. Não mudou de lugar, simplesmente foi embora do cinema. Não assistiu o filme.

Fiquei bastante irritado com aquela situação, mas assim que o filme começou esqueci completamente. Só lembrei novamente do cara esquisito que havia me dado seu número quando cheguei em casa. Peguei o papel do meu bolso para jogar fora, mas antes percebi que não havia números e sim uma frase.

"Te achei, Rhonda. E vou te achar de novo.””



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Extraído de: http://goo.gl/BKTayr
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domingo, 20 de março de 2016

Parcerias e Creepypasta dos Fãs abertas!

As parcerias e as Creepypastas dos Fãs estão abertas novamente para ser recebidas aqui!

Email: paulinhodantas4@gmail.com // Assunto: Creepypasta dos Fãs ou para parceria, escreva no assunto "Parceria".

Uma boa semana, e hoje tem Creepypasta!

segunda-feira, 14 de março de 2016

Eu voltar? Mas como assim?

Olá pessoas, eu sei que vocês já estão cansados de eu voltar, parar, mas antes de tudo, uma coisa me incentivou a voltar: meus amigos.
Então. Agora, pra não me perder, vou fazer um cronograma de postagens.

Segunda-feira tem post.
Quinta-feira tem post.
Sábado ou domingo tem post.

Para não perder a minha rotina, me siga no twitter!
@paulinhodantas4.

Forte abraços, galera!


terça-feira, 28 de abril de 2015

Para Onde as Crianças Más vão

Eu deveria ter uns seis ou sete anos, quando eu morava no Líbano. O país foi devastado pela guerra na época, e os assassinatos eram comuns e frequentes. Lembro-me durante uma era particularmente cruel, quando os bombardeios raramente cessavam, gostaria de ficar em casa sentado em frente a minha televisão assistindo a um show muito, muito estranho.

Era um show infantil que durava cerca de 30 minutos e continha imagens estranhas e sinistras. Até hoje eu acredito que o show era uma tentativa secreta dos meios de comunicação usarem táticas de intimidação para manter as crianças no lugar, porque a moral de cada episódio gira em torno de ideologias muito tensas: coisas como, "crianças más ficam até tarde", "crianças más ficam com as mãos debaixo das cobertas quando eles dormem", e "crianças más roubam comida da geladeira à noite."

Era muito estranho, e em árabe ainda para variar. Eu não entendia direito, mas a maior parte das imagens eram muito gráficas e aterrorizantes. A única coisa que eu gravei e não irei me esquecer, foi a cena final. Ela permaneceu quase a mesma coisa em todos os episódios. A câmera aumentava o zoom em uma velha e enferrujada porta fechada. Quanto mais próximo da porta, mais alto os gritos agonizantes se tornariam. Era extremamente assustador, especialmente para a programação infantil. Em seguida, um texto aparecia na tela em leitura árabe: "É para onde as crianças más vão." Eventualmente, a imagem e o som iriam desaparecendo aos poucos, e então seria o fim do episódio.

Cerca de 15 ou 16 anos depois eu me tornei um fotógrafo jornalístico. Esse show ficou marcado em minha mente por toda a minha vida, surgindo em meus pensamentos esporadicamente. Eventualmente, eu cansei disso, e decidi pesquisar sobre o programa. Eu finalmente consegui descobrir a localização do estúdio onde grande parte da programação desse canal tinha sido gravado. Após mais investigação e, eventualmente, viajar para o local, eu descobri que era agora desolada e tinha sido abandonada após a terrível guerra terminar.

Eu entrei no prédio com minha câmera. Ele estava queimado por dentro. Ou um incêndio eclodiu ou alguém queria incinerar todos os móveis de madeira. Depois de algumas horas cautelosamente fazendo meu caminho para o estúdio e tirando fotos, eu encontrei um quarto isolado e fora do caminho. Depois de ter que romper algumas fechaduras velhas e conseguir romper a porta muito pesada, eu permaneci parado e congelado na porta por alguns minutos. Vestígios de sangue, fezes e fragmentos de ossos minúsculos estavam espalhados pelo chão. Era uma sala pequena, e uma cena extremamente mórbida.

Mas o que realmente me chocou e me fez correr desesperadamente de lá foi avistar um microfone pendurado no teto, no meio da sala...

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